Fechar o mês com um faturamento redondo — R$ 70 mil, R$ 100 mil, às vezes mais — e ainda assim não conseguir explicar para onde o dinheiro foi é uma queixa comum entre donos de serralherias de alumínio e vidraçarias que cresceram rápido nos últimos anos. A conta parece simples no papel: vender mais devia significar sobrar mais no fim do mês. Na prática, não é bem assim.
Faturar não é o mesmo que lucrar
O erro está em confundir dois números que parecem a mesma coisa, mas não são. Faturamento é tudo que entra no caixa. Lucro é o que resta depois que todo o custo de cada obra — material, mão de obra, deslocamento, retrabalho — já foi pago. Uma empresa pode faturar cada vez mais e, ao mesmo tempo, ver a margem encolher, se o custo por obra crescer na mesma velocidade da receita, ou mais rápido.
É por isso que faturar bem e sobrar pouco não é contradição — é sintoma. Alguma coisa está consumindo a diferença entre o que entra e o que fica, e na maioria dos casos, o dono nem sabe exatamente onde.
Onde o dinheiro desaparece
No setor de esquadrias de alumínio e vidro, alguns vilões da margem se repetem com frequência:
Alumínio perdido em corte feito sem plano de otimização, virando sobra que não é reaproveitada
Retrabalho por medida errada, que consome material e mão de obra uma segunda vez
Orçamento fechado com base num valor “de mercado”, sem calcular o custo real daquele projeto específico
Equipe que cresceu, mas cujo custo (mão de obra, deslocamento, tempo ocioso) não entrou na conta do preço cobrado
Nenhum desses pontos aparece isolado no extrato do banco. Eles se escondem dentro do faturamento total, e só ficam visíveis quando alguém para pra calcular obra por obra, não o mês inteiro de uma vez.
Como calcular a margem de cada obra
A conta é simples, mas raramente é feita:
Margem = (valor cobrado − custo total da obra) ÷ valor cobrado
O custo total inclui material (perfil de alumínio, vidro, ferragem), mão de obra da produção e da instalação, e qualquer retrabalho que tenha sido necessário. Quando esse cálculo é feito projeto por projeto, é comum descobrir que a obra “grande”, a que todo mundo comemorou por ter fechado, deu proporcionalmente menos lucro do que uma obra pequena e bem executada — porque o desperdício de material ou o retrabalho consumiram uma parte da diferença que nunca apareceu no orçamento inicial.
Como o markup evita esse tipo de prejuízo
Existe uma ferramenta de precificação usada há décadas na gestão financeira que resolve exatamente esse problema: o markup. Na prática, o dono cadastra todas as despesas fixas da empresa (aluguel, salários administrativos, contas) e as variáveis (impostos, comissões, frete), e a partir delas calcula um índice — o markup — que embute automaticamente uma fatia desses custos em cada orçamento fechado. O preço cobrado passa a carregar, desde o início, a parte que sustenta a estrutura da empresa, e não só o custo direto do material e da mão de obra daquela obra específica.
É essa conta que costuma faltar em quem fatura bem e não sobra: o preço foi calculado olhando para o material e a mão de obra da obra, mas esqueceu de cobrar a fatia que paga o escritório, a folha administrativa e os impostos do mês. Sistemas de gestão feitos para o setor, como a Alumy, automatizam esse cálculo — o markup é definido uma vez, com base nas despesas reais da empresa, e aplicado automaticamente em todo orçamento novo, sem depender de o dono refazer essa conta obra por obra.
O que muda quando a margem é olhada obra por obra
Empresas que passam a acompanhar a margem de cada projeto, em vez de só o faturamento do mês, geralmente encontram o mesmo padrão: uma minoria das obras concentra a maior parte do prejuízo silencioso, seja por desperdício de material, por retrabalho evitável, ou por um preço que não cobriu a estrutura da empresa. Identificar essas obras — e o que elas têm em comum — costuma valer mais do que qualquer aumento de preço.
Esse tipo de controle só existe quando o orçamento, a produção e o markup estão integrados desde o início. Veja na prática como proteger o lucro da sua empresa na Alumy →



